Morre o quadrinista italiano Sergio Toppi

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Sergio Toppi, um dos mais renomados quadrinistas da Europa, faleceu hoje em Milão. Ele estava a pouco mais de um mês de completar 80 anos e não havia parado de desenhar desde que conheceu a prancheta, numa carreira de quase seis décadas.

Nascido em 1932, Toppi começou a trabalhar com ilustração e publicidade nos anos 1950. Os primeiros quadrinhos vieram em revistas infantis italianas da década de 1960. Mas foi em meados da década seguinte, trabalhando para editoras como a Bonelli  e outras revistas do país, que desenvolveu o estilo premiado que levaria pelo resto da vida.

Considerado um dos grandes mestres dos quadrinhos na Europa, Toppi teve pouco material publicado no Brasil – parte da coleção Um Homem, Uma Aventura, dos anos 70, e algumas ilustrações. Lá fora, trabalhou com dezenas de editoras da França, da Espanha e da Itália, sendo seus trabalhos mais conhecidos Sharaz-De e a série Collezionista.

O autor é influência clara e reconhecida nas hachuras de quadrinistas americanos como Bill Sienkiewicz, Walt Simonson, Howard Chaykin e outros. Ganhador de um prêmio Yellow Kid, motivo de mostra individual no Festival d’Angoulême, Toppi esteve no Brasil em 2003 participando do Festival Internacional de Quadrinhos, onde também expôs seu trabalho.

Suas últimas obras publicadas foram coleções de ilustrações pela editora italiana Spazio Papel e pela francesa Mosquito, ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo o jornal francês Telerama, a causa da morte foi um câncer generalizado.

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